Relatório – Julho de 2012

Em um mês desde o início de suas atividades, o Banco Estrutural já colaborou com 18 moradores/as. Vários outros/as aguardam a análise de crédito, porém o fundo atual do Banco impossibilita que todos/as aqueles/as que aguardam sejam atendidos/as em um curto espaço de tempo. Para reverter essa situação, a comunidade busca meios de ampliar os fundos disponíveis, submetendo projetos para editais de apoio lançados por entidades que pretendem apoiar iniciativas como esta que estamos construindo.

No entanto, o trabalho desenvolvido ao longo desse primeiro mês revela o potencial que o Banco Estrutural tem para transformar a nossa comunidade da Cidade Estrutural, possibilitando que os projetos de vida da comunidade possam se concretizar, incentivando as iniciativas que buscam o desenvolvimento local. O Banco Estrutural se mostrou um importante meio para aqueles/as que necessitaram do crédito de consumo para suprir necessidade emergenciais, que dificilmente seriam supridas caso os moradores/as dependessem do acesso aos bancos tradicionais.

É importante ressaltar o percentual de mulheres atendidas pelas linhas de crédito do Banco: 76,5% do total. Em relação ao créditos de consumo é evidente que a procura parte, sobretudo, das mulheres que buscam suprir necessidades ligadas, principalmente, à falta de alimentos e à falta de gás em suas moradias. Será que isso pode ser o reflexo da forma como os papéis sociais encontram-se divididos entre os sexos na Cidade Estrutural? Vale a pena refletir.

A experiência desse primeiro mês mostrou uma taxa de inadimplência de apenas 5,5%, ou um dos beneficiados, que, no entanto, já buscou o Banco para justificar o atraso. Um acompanhamento próximo das Agentes de Desenvolvimento, junto com a avaliação responsável do  Comitê de análise de crédito, impedem que as pessoas adquiram dívidas que não irão ajudá-las, tendo o esforço de escutar as demandas dos beneficiados/as e ajudá-los/as sempre que necessário para que possam cumprir os prazos estabelecidos, utilizem o crédito da melhor maneira possível e prossigam se beneficiando com os programas do Banco. Paralelamente, constrói-se a consciência de que pagar o empréstimo tomado é garantir que outras pessoas possam ter acesso ao crédito, assim como fortalecer o Banco para que no futuro, quando necessário, elas possam contar com a mesma ajuda novamente para concretizar outros projetos ou atender outras necessidades emergenciais.  Em outras palavras, assumir a responsabilidade da construção e crescimento do nosso banco, que, como o nome diz, é o Banco da Estrutural.

A intenção é ampliar os fundos para que cada vez mais moradores possam contar com a valiosa ajuda do crédito solidário e, com isso, impulsionar o desenvolvimento da comunidade através da construção de uma consciência solidária e preocupada com o desenvolvimento responsável.

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